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Acordos de Reconhecimento Mútuo (ARM): como o OEA facilita as exportações

Internacional Exportadores Gentil Consultoria · · 3 min de leitura

A certificação OEA não para na fronteira brasileira. Por meio dos Acordos de Reconhecimento Mútuo, o selo do Brasil é reconhecido por aduanas estrangeiras, e a carga do exportador certificado passa a ser tratada como de baixo risco também lá fora. Para quem vende ao exterior, esse é um dos benefícios mais subestimados do Programa.

O que é um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM)?

Um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) é um instrumento firmado entre as aduanas de dois países que possuem programas de OEA compatíveis, no padrão do framework SAFE da Organização Mundial das Aduanas. Por ele, cada aduana reconhece a certificação concedida pela outra e oferece tratamento prioritário recíproco às cargas dos operadores certificados.

Com quais países o Brasil tem ARM assinado?

O Brasil mantém dez Acordos de Reconhecimento Mútuo já assinados e em vigor. A lista inclui:

ParceiroObservação
UruguaiARM bilateral Brasil–Uruguai
ChinaARM com a Administração-Geral das Alfândegas (GACC)
MéxicoARM bilateral Brasil–México
BolíviaARM bilateral Brasil–Bolívia
PeruARM bilateral Brasil–Peru
ColômbiaARM bilateral Brasil–Colômbia
Estados UnidosReconhecimento com o programa C-TPAT da aduana americana (CBP)
África do SulARM bilateral Brasil–África do Sul
MercosulARM do bloco do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai)
ARM RegionalAbrange outros países das Américas e do Caribe

Outros acordos seguem em negociação, como com a Aliança do Pacífico, a Índia e a Rússia. Não há, até o momento, ARM vigente com a União Europeia — por isso vale sempre confirmar a lista atualizada na fonte oficial, já que ela evolui.

Como o ARM funciona na prática para o exportador?

Quando uma empresa OEA brasileira exporta para um país parceiro, a aduana de destino reconhece a certificação do Brasil e reduz a pontuação de risco daquela carga. O resultado é um índice menor de inspeções físicas na chegada e tratamento prioritário no desembaraço — o que se converte diretamente em prazos de entrega mais confiáveis.

Para o exportador, isso é decisivo. Atrasos em portos estrangeiros geram quebra de contrato, multas e perda de cliente. Com o ARM, o exportador brasileiro deixa de competir só por preço e passa a oferecer segurança e previsibilidade, tornando-se o fornecedor preferencial de grandes compradores que também exigem parceiros certificados.

Qual modalidade do OEA dá acesso aos ARM?

É a modalidade OEA-Segurança que sustenta o reconhecimento internacional. Os ARM avaliam os controles de segurança da cadeia logística — e não a conformidade tributária —, por isso a Segurança é a base. Para quem mira o mercado externo, ela costuma ser o ponto de partida da certificação.

O que é o C-TPAT e como se relaciona com o OEA?

O C-TPAT (Customs-Trade Partnership Against Terrorism) é o programa de operador confiável da aduana dos Estados Unidos. Pelo ARM Brasil–EUA, a certificação OEA-Segurança brasileira é reconhecida pelo C-TPAT: a carga do exportador certificado recebe pontuação de risco menor no sistema americano, reduzindo inspeções na entrada.

O ARM vale para a importação também?

O benefício do ARM é recíproco: assim como a carga brasileira é priorizada no exterior, a carga de um operador certificado do país parceiro é priorizada no Brasil. Para o exportador brasileiro, porém, o ganho mais visível está na ponta de destino — menos inspeção e mais previsibilidade no país comprador.

Entenda os programas equivalentes em OEA no mundo, o ganho específico em OEA para exportadores e o panorama em O que mudou no OEA em 2026.

Conteúdo informativo. A certificação e a fruição dos benefícios dependem da análise da Receita Federal — e dos órgãos anuentes, quando aplicável — quanto ao cumprimento dos requisitos do Programa OEA.

Perguntas frequentes

Com quais países o Brasil tem Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) do OEA?
O Brasil tem ARM assinado com Uruguai, China, México, Bolívia, Peru, Colômbia, Estados Unidos (programa C-TPAT) e África do Sul, além do ARM do Mercosul e de um ARM Regional que abrange outros países das Américas e do Caribe. Acordos com a Aliança do Pacífico, a Índia e a Rússia seguem em negociação. Não há ARM vigente com a União Europeia.
Qual modalidade do OEA dá acesso aos Acordos de Reconhecimento Mútuo?
A modalidade OEA-Segurança. É ela que sustenta o reconhecimento internacional, porque os ARM avaliam os controles de segurança da cadeia logística, no padrão do framework SAFE da Organização Mundial das Aduanas.
O que o ARM muda na prática para a carga no destino?
A aduana do país parceiro reconhece a certificação brasileira e reduz a pontuação de risco da carga, o que se traduz em menos inspeções físicas e tratamento prioritário na chegada — e, portanto, prazos de entrega mais confiáveis.
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