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Como funciona a troca de informações entre aduanas nos ARM do OEA

Internacional Gentil Consultoria · · 2 min de leitura

Um ARM só entrega benefício se cada aduana souber quem é OEA do outro lado. Esse reconhecimento depende de uma troca de informações entre as administrações aduaneiras — e ela não é igual para todos os parceiros. Este artigo explica como a RFB troca dados, o que circula nessa troca e como o exportador estrangeiro é reconhecido nos sistemas brasileiros.

Como é feita a troca de informações entre as aduanas?

Hoje, a troca com as aduanas dos países com os quais o Brasil tem ARM firmado é feita por planilhas eletrônicas, atualizadas mensalmente. Há uma exceção importante para casos críticos: quando há suspensão ou exclusão de um OEA certificado, a comunicação às demais aduanas é feita de forma imediata, e não na atualização mensal.

O que muda no âmbito do Mercosul?

No Mercosul, a troca não depende de planilhas: ela ocorre de forma automática, por meio do sistema BConnect — o modelo mais avançado de troca entre os parceiros do Brasil.

ÂmbitoComo ocorre a troca
Demais parceiros de ARMPlanilhas eletrônicas, atualizadas mensalmente
Suspensão/exclusão de OEAComunicação imediata às demais aduanas
MercosulAutomática, pelo sistema BConnect

Quais informações são trocadas?

A troca é de cunho somente cadastral — não circulam dados operacionais ou comerciais sensíveis. As informações seguem o padrão TIN (Trader Identification Number), sugerido pela Organização Mundial das Aduanas (OMA), com exceção das trocas com os Estados Unidos, que adotam o MID number.

Informação trocada
Razão social
Endereço
CNPJ
Função desempenhada na cadeia logística
Número do certificado OEA

Como a RFB reconhece o exportador estrangeiro?

O reconhecimento dos operadores estrangeiros certificados como OEA nos sistemas da RFB é feito de duas formas, conforme a declaração utilizada:

DeclaraçãoComo o exportador estrangeiro é reconhecido
DIPela identificação do TIN do exportador estrangeiro, de forma não automática
DuimpPor campo específico no Catálogo de Produtos, onde o importador informa o TIN

Os sistemas aduaneiros estão sendo adaptados para reconhecer o OEA estrangeiro e entregar automaticamente os benefícios acordados — o que tende a tornar o processo menos dependente de etapas manuais.

Quem conduz essa cooperação na RFB?

A comparação dos programas, as validações conjuntas, a identificação dos benefícios, a troca de dados e a negociação final ficam a cargo da equipe técnica da Receita Federal, geralmente integrantes da Gerência de Cooperação Institucional (GECIN), no âmbito do Centro Nacional de Operadores Econômicos Autorizados, e dos servidores que atuam nas Equipes de Certificação e Monitoramento.

Fonte: Perguntas & Respostas do Programa OEA (Receita Federal), atualizado em junho de 2026; art. 8º, § 3º da IN RFB nº 2.318/2026.

Conteúdo informativo. A certificação e a fruição dos benefícios dependem da análise da Receita Federal — e dos órgãos anuentes, quando aplicável — quanto ao cumprimento dos requisitos do Programa OEA.

Perguntas frequentes

Como as aduanas trocam informações nos ARM?
A troca com a maioria dos parceiros é feita por planilhas eletrônicas atualizadas mensalmente. Em caso de suspensão ou exclusão de um OEA certificado, a comunicação às demais aduanas é imediata. No âmbito do Mercosul, a troca ocorre de forma automática, pelo sistema BConnect.
Que dados são trocados entre as aduanas?
Somente informações cadastrais — razão social, endereço, CNPJ, função desempenhada na cadeia logística e número do certificado OEA. Os dados seguem o padrão TIN da OMA, exceto nas trocas com os Estados Unidos, que adotam o MID number.
Como a RFB reconhece o exportador estrangeiro certificado?
De duas formas. Na DI, pela identificação do TIN do exportador estrangeiro, de modo não automático. Na Duimp, por campo específico no Catálogo de Produtos, onde o importador informa o TIN.
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